BITmarkets Team
Nov 11, 2025
O Banco da Inglaterra (BoE) propôs regras novas e mais flexíveis para emissores de stablecoin, permitindo-lhes investir até 60% dos ativos que lastreiam seus tokens em dívida pública. O projeto marca uma abordagem regulatória mais suave para o setor em comparação com os planos anteriores. Enquanto isso, o banco central do Brasil tomou a direção oposta - reforçando a supervisão dos mercados de criptografia com novas regras destinadas a conter a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.
A proposta do BoE ajustaria a "conduta de investimento" dos emissores de stablecoin, aliviando as restrições que atraíram críticas da indústria. O projeto de 2023 do banco central sugeriu que os emissores mantivessem todos os ativos de apoio em contas não remuneradas no BoE - uma medida que muitos disseram que bloquearia o crescimento do setor no Reino Unido.
De acordo com a nova proposta, apenas stablecoins amplamente utilizados para pagamentos estariam sob supervisão direta do BoE. O regulador também introduziu uma estrutura temporária para os emissores atualmente supervisionados pela Autoridade de Conduta Financeira, permitindo que eles invistam inicialmente até 95% dos ativos de apoio.
Apesar do tom mais suave, o BoE mantém os planos de limitar a quantidade de stablecoins que indivíduos e empresas podem manter - limites de £ 20.000 ($ 26.800) para indivíduos e £ 10 milhões para empresas. Grandes empresas, como supermercados ou plataformas de negociação, podem solicitar isenções. Esses limites, disse o BoE, são temporários e seriam suspensos assim que as preocupações com a estabilidade financeira diminuíssem.
"As propostas de hoje marcam um passo fundamental para a implementação do regime de stablecoin do Reino Unido no próximo ano. Ouvimos atentamente os comentários e alteramos nossa abordagem", disse Sarah Breeden, vice-governadora do BoE para estabilidade financeira.
Em contraste, o Banco Central do Brasil emitiu regulamentos há muito esperados para o comércio de ativos virtuais. As novas regras estendem as leis existentes de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo aos prestadores de serviços de ativos virtuais.
Embora o Brasil tenha aprovado uma estrutura legal de criptografia em 2022, sua aplicação dependia de regulamentação adicional do banco central. Após quatro consultas públicas, as novas regras entrarão em vigor em fevereiro de 2025.
Os funcionários do banco central brasileiro têm expressado preocupação crescente com a disseminação de stablecoins atrelados a ativos do mundo real, como o dólar americano, alertando que muitas vezes estão ligados a atividades ilícitas. "As novas regras reduzirão a possibilidade de golpes, fraudes e o uso de mercados de ativos virtuais para lavagem de dinheiro", disse Gilneu Vivan, diretor de regulamentação do banco central.
De acordo com o banco central, a estrutura agora regerá os processos de autorização para corretores de câmbio e valores mobiliários, distribuidores e provedores de serviços de ativos virtuais.
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